quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Escola de Frankfurt X Sociedade de Comunicação de Massa

Os primeiros filósofos que abordaram a dissolução das fronteiras entre informação, consumo, entretenimento e política, ocasionada pela mídia, bem como seus efeitos nocivos na formação crítica de uma sociedade, foram os pensadores da Escola de Frankfurt.
"Os meios de comunicação de massa, como TV, rádio, jornais e portais da Internet, são propriedades de algumas empresas, que possuem interesse em obter lucros e manter o sistema econômico vigente que as permitem continuarem lucrando. Portanto, vendem-se filmes e seriados norte-americanos, músicas (funk, pagode, sertaneja etc) e novelas não como bens artísticos ou culturais, mas como produtos de consumo que, neste aspecto, em nada se diferenciariam de sapatos ou sabão em pó. Com isso, ao invés de contribuírem para formar cidadãos críticos, manteriam as pessoas "alienadas" da realidade.



Para Adorno, os receptores das mensagens dos meios de comunicação seriam vítimas dessa indústria. Eles teriam o gosto padronizado e seriam induzidos a consumir produtos de baixa qualidade. Por essa razão, indústria cultural substitui o termo cultura de massa, pois não se trata de uma cultura popular representada em novelas da Rede Globo, por exemplo, mas de uma ideologia imposta às pessoas".

É preciso destacar que a indústria cultural tornou-se alvo da dominação política. E para os pensadores da Escola de Frankfurt,  que foram alvos da campanha nazista de Hitler nos anos 30, o apoio de uma máquina de propaganda foi marcante. Pela primeira vez usou em larga escala os meios de comunicação como instrumentos ideológicos, o nazismo era uma prova de como a racionalidade técnica, que no Iluminismo serviria para libertar o homem, estava escravizando o indivíduo na sociedade moderna.

"Nas mãos de um poder econômico e político, a tecnologia e a ciência seriam empregadas para impedir que as pessoas tomassem consciência de suas condições de desigualdade. Um trabalhador que em seu horário de lazer deveria ler bons livros, ir ao teatro ou a concertos musicais, tornando-se uma pessoa mais culta, questionadora e engajada politicamente, chega em casa e senta-se à frente da TV para esquecer seus problemas, absorvendo a mesmos valores que predominam em sua rotina de trabalho. É desta forma que a indústria cultural exerceria controle sobre a massa. Como resultado, ao invés de cidadãos conscientes, teríamos apenas consumidores passivos".

Porém, entre os anos 70 e 80, os frankfurtianos foram muito criticados por uma visão reducionista dos receptores, graças a pesquisas que demonstraram que as pessoas não são tão manipuláveis quanto Adorno pensava na época. "Apesar disso, Adorno e Horkheimer tiveram o mérito de serem os precursores da denúncia de um "totalitarismo eletrônico", em que diversão e assuntos importantes são "mixados" num só produto; em que representantes políticos são escolhidos como se fossem sabonetes. Neste sentido, a crítica permanece atual".

Fonte: http://educacao.uol.com.br/filosofia

A influência dos meios de Comunicação de Massa

Todos sabemos que os meios de comunicação de massa são canais de comunicação usados na transmissão de mensagens a um grande número de receptores. Através das relações sociais de comunicação do dia-a-dia dia, onde os meios mais comuns são os jornais, as revistas, o rádio, a televisão e a Internet.

Porém, sabemos também que não existe democratização nestes meios, já que o poder e o controle comunicacional está nas mãos de poderosos da mídia,  onde estes meios de comunicação não tem mudanças políticas, sociais e culturais que diminuam a distância entre os indivíduos, sendo eles os que têm e os que não têm a informação. E como consequência de tudo isso, temos meios de comunicação  tendenciosos e manipuladores, que visam atender os obejtivos das classes dominadoras,  repassando infomações de interesse geral às classes que consideram inferiores.


O que vemos atualmente é que questões como parcialidade e imparcialidade nas informações, levando  notícias à sociedade, que atendam as necessidades do povo através destes veículos não são prioridades dos grandes meios, que perderam (se é que uma dia tiveram), o intuíto de levar a verdade e veracidade para a população.

Quando falamos em meios de comunicação é notório os interesses capitalistas que eles têm, seja na veiculação de sua programação ou na sua forma de chegar aos telespectadores, que invés de tornar a sociedade mais crítica, apelam para "falta de ética" ao apresentar escândalos, tornando questões sérias em acontecimentos banais.  


Comunicação de massa

Galera, ao pesquisarmos sobre a Comunicação de massa, achamos um texto na internet que nos chamou muito atenção, e que queremos debater com vocês.

Não da para falar de comunicação de massa sem falar também em cultura de massa, sociedade de massa e indústria cultural. Podemos dizer que a comunicação de massa é uma característica fundamental da sociedade de massa. Ela surgiu no séc. XIX, com o jornal diário, mas se consolidou no séc. XX com o rádio, o cinema e o meio de comunicação de massa por excelência, a TV.
A comunicação de massa é a comunicação feita de forma industrial, ou seja, em série para atingir um grande número de indivíduos, a sociedade de massa. Numa visão apocalíptica, ela é uma conversão da cultura em mercadoria, utilizada pelas classes dominantes de forma vertical para homogeneizar as massas. Para definir esta conversão, os frankfurtianos Adorno e Horkheimer criaram o termo Indústria Cultural, citado pela primeira vez em Dialética do Iluminismo.
Hitler e Mussolini conheciam bem e comprovaram o poder homogeinizador da comunicação de massa, utilizando o rádio e o cinema para difundir suas ideologias políticas e mobilizar as massas. Mas existe uma diferença, embora pequena, entre a industria cultural produzida pelo Estado e a difundida pelas empresas, indústria e comércio, como acontece no modelo norte-americano. No primeiro modelo fica claro o totalitarismo político, porém a sociedade de massa, apesar de não parecer também é uma sociedade totalitária e muito mais perigosa, pois os dominados não têm consciência de que assim o são e não percebem até onde vai essa dominação. Como bem disse Adorno: "O consumidor não é rei, como a indústria cultural gostaria de fazer crer, ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto."
A Indústria cultural é conseqüência da industrialização e do desenvolvimento de uma cultura de mercado e exerce um poder alienante sobre as massas, impedindo que elas tenham um certo grau de consciência e reflitam sobre o mundo à sua volta. Segundo Lazarfeld a comunicação possui uma "disfunção narcotizante, pela qual os meios de comunicação criam a ilusão de uma participação nos processos que definem a sociedade, mas é neste mesmo movimento ilusório que eles imobilizam suas audiências." Esta disfunção fica clara na comunicação de massa.
Alguns teóricos afirmam que a comunicação de massa não é uma verdadeira comunicação, pois a comunicação é uma via de dois sentidos e a comunicação de massa ocorre num único sentido. Mesmo assim, a comunicação de massa é um fenômeno praticamente mundial, o que proporciona um mundo "unido pela comunicação" ou o surgimento da Aldeia Global. Segundo McLuhan, "as culturas de massa criadas pelos modernos meios eletrônicos (sobretudo a televisão), e sua linguagem própria, baseada na imagem, significava o surgimento de uma nova cultura popular que ia permitir a comunicação entre os habitantes da aldeia global em um mundo comprimido pelas redes eletrônicas de informação, de onde deduzimos que não há a preocupação com o que se informa, a estes meios basta, tão somente comunicar".


Fonte: http://jornaldedebates.uol.com.br/debate/midia-toma-partido-ou-cumpre-seu-papel/artigo/que-comunicacao-massa
Este blog é a versão final do nosso trabalho  Filosofia da Comunicação, onde iremos abordar a crítica à sociedade de comunicação de massa.
Optamos por tal tema, para esclarecer de que maneira a influência dos meios de comunicação de massa, como a TV, rádio, jornais, portais na internet e suas redes sociais, interferem na vida de uma sociedade, além da crítica que busca analisar as condições sociopolíticas e econômicas de sua aplicação, que visa à transformação da realidade.  Queremos mostrar de uma maneira clara e interativa como as pessoas são mobilizadas a acompanharem o que a mídia apresenta, analisando assim, os meios de comunicação caracterizados como indústria cultural.
Escolhemos esse tema pela sua grande relevância para a filosofia da comunicação, pois os primeiros filósofos a detectarem a dissolução das fronteiras entre informação, consumo, entretenimento e política, ocasionada pela mídia, bem como seus efeitos nocivos na formação crítica de uma sociedade, foram os pensadores da Escola de Frankfurt, onde podemos destacar Max Horkheimer  Theodor W. Adorno, principais representantes da escola, além de  Walter Benjamin, Jürgen Habermas, Herbert Marcuse e Erich Fromm, que desenvolveram estudos de orientação marxista.

Elenise
Marília
Michelle